segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Saudade,

Era aquela historia de criança, aquele seu primeiro beijo, onde o amor era puro, talvez fosse só naquela época que tudo era azul, da cor do amor, que não existia nada, apenas aperto de mão, olhares, abraços, danças na rua, e brincadeira com aquele tal amor misturando. Como poderia nascer um imenso paradoxo. Certamente foi passando a vida, foram passando amores, foram passando fases, mas esse amor passava de uma forma diferente, ele passava não como um passado, mas como um presente um futuro, que me acompanhava. Junto com ele só vinha à saudade, as marcas que ele havia deixado naquele espaço, o seu cheiro naquela esquina até hoje existe. Tudo havia virado apenas lembranças, a saudade virou uma mania de ser sentida, e super acolhida. Comecei a ver a saudade de um modo que ela pudesse me sentir, mas próxima, às vezes me atormentava, na madrugada eu acordava o seu cheiro estava ao redor da casa, mas era só a saudade, não havia nada. Mas o amor me ensinou a viver assim, com a saudade, é melhor do que não viver.

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