quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tal Tarde,


O batuque que vinha ao longe fazia uma dança ligeiramente com as palavras no hemisfério do meu cérebro, não conseguia captar nada, nem sentir.. Mas comecei a fazer movimento, balançava a cabeça, as pernas se moviam ao som do batuque, parecia ser  contagiante, movendo tudo. Só existia aquele momento, parecia que tudo tava parado, aquela tarde tinha parado, as vidraças todas embaçadas, a chuva tava no mesmo batuque, todo mundo na dança, a única dança, um único movimento para aquele dia. Ela desceu, tinha que vim, minha companheira. Mas tudo ia parando, a dança nem estava, mas tão movimentada, a chuva nem tava tão animada, uma nuvem já estava se abrindo, meus movimentos foram se perdendo conforme o batuque ia se perdendo com o vento, e aquele momento ia acabando, parecia que tinha acontecido uma tubulação, o que eu nem tava, mas sentindo voltei a sentir, na certa foi um choque que abriu meus lábios finos e doces.


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